Gestores ouvem depoimentos sobre Inovação e Educação Aberta

Os diretores de campi, diretores de Ensino, equipe da EaD e  pró-reitores do Instituto Federal de Brasília (IFB) participaram de reunião extraordinário nesta segunda, 27, para ouvirem experiências bem sucedidas de parceiros sobre inovação e Educação Aberta.

O reitor do IFB, Prof. Wilson Conciani, abriu a atividade afirmando que a instituição já se destaca como inovadora nas atividades meio como os sistemas de Gestão Integrado (SGI), de Gestão Acadêmica (SGA), IFB em Números, o cartão IFB Pesquisa e o ConectaIF, ações que já são seguidas por outras entidades Brasil afora. “Agora nosso desafio é inovar no fim – no ensino”, disse, considerando a demanda de 1,5 milhão de profissionais técnicos no Distrito Federal. “Precisamos olhar para o mundo afora. Antes se falava em educação a distância, agora educação aberta, o que não significa redução da qualidade e sim que o estudante passará menos tempo na escola e vivenciará mais a leitura e a prática em laboratórios e no mundo do trabalho”, ponderou.

Após assistirem um vídeo com o depoimento de Jorge Arevalo, vice-ministro do País Basco na European Vocational Skills Week, os gestores receberam a Profa. Dra. Maria Lúcia Cavalli Neder, ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso e criadora de um dos primeiros cursos superiores a distância do Brasil . Ela contou que, no início dos anos 90, a universidade tinha o desafio de formar 6 mil professores de séries iniciais num Estado de grandes dimensões territoriais, com acesso difícil de estradas e rios e sem internet.  “Descobrimos que temos que usar a tecnologia que está ao nosso alcance. O foco não é o adjetivo (tecnologia), é o substantivo (sujeito)”, disse.

O método utilizado pela UFMT é de um professor para cada 20 alunos. Denominado por eles de orientador acadêmico, o professor está na comunidade a disposição dos estudantes e é permanentemente capacitado. O estudante que tem dificuldade pode rever o conteúdo e recebe auxílio até que avance. As aulas são temáticas e modulares o que exige muito mais planejamento e interação entre os conteudistas.

O Prof. Dr. Alexandre dos Anjos, da Secretaria de Tecnologias Educacionais da UFMT, também contribuiu falando sobre Ferramentas Tecnológicas na Educação e contando sobre a experiência de ministrar curso de formação de professores brasileiros no Japão com desafios culturais e de fuso horário, curso para o sistema prisional e para instituições públicas parceiras. “Agora estamos investindo em realidade virtual ampliada”, contou.

Por webconferência, o Prof. Dr. Mark Curcher, diretor do Programa School of Vocacional Education da TAMK – Tampere University of Applied Sciences da Finlândia, narrou a experiência de capacitar professores de todas as regiões do mundo. “Já foi o tempo do aluno passivo. Na educação aberta ele é interlocutor, é construtor do seu próprio conhecimento”, disse.

No período da tarde, os gestores ouviram o depoimento do empresário Marcelo Marques da Silva, da Joman Soluções Digitais, parceiro do Instituto Federal de Brasília. Ele trouxe muitos casos de sucesso e enumerou as vantagens da educação virtual com números atualizados.

E fechando o encontro, a  Profa. Dra. Sonia da Costa, criadora da Rede Certific, e hoje diretora do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) fez um relato sobre os desafios da construção do sistema de reconhecimento de saberes e se dispôs em auxiliar o IFB em reestruturar seu sistema.

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